QUERO DOAR R$ 20,00

sexta-feira, 19 de junho de 2015

// // 11 comments

A nova regra da pensão por morte devido a lei 13135.

Pensão por morte, Novo direito devido a lei 13135

Neste artigo vamos tratar das alterações no direito ao benefício de pensão por morte ocorridas devido a publicação da Lei 13.135/2015 que entrou em vigor a partir do dia 18.06.2015. Os pedidos de pensão por morte feitos para óbitos ocorridos entre o dia 01.03.2015 a 17.06.2015 que seguiram as regras estabelecidas na Medida Provisória 664/2014 serão revistos pelo INSS.

Em relação a regra anterior, Medida Provisória 664/2014, foi estabelecido o seguinte:

1 – Se o segurado ao falecer tinha qualidade de segurado mas não tinha 18 meses de contribuição ou se o cônjuge, ou companheira/companheiro, não comprovar o casamento ou união estável de no mínimo 24 meses será concedida a pensão por morte pelo prazo máximo de 4 meses.

2 – Se o segurado ao falecer tinha qualidade de segurado e um mínimo de 18 meses de contribuição o dependente cônjuge, ou companheira/companheiro, comprovar que estava casada ou em união estável por pelo menos 24 meses terá direito a pensão por morte de acordo com sua idade, conforme a tabela:

a) menos de 21 anos – recebe o benefício por 3 anos;

b) entre 21 e 26 anos – recebe o benefício por 6 anos;

c) entre 27 e 29 anos – recebe o benefício por 10 anos;

d) entre 30 e 40 anos – recebe o benefício por 15 anos;

e) entre 41 e 43 anos – recebe o benefício por 20 anos e

f) 44 anos ou mais – recebe o benefício de forma vitalícia.

A tabela acima será alterada sempre que houver mudança na expectativa de vida de forma que seja acrescido um ano completo à tabela.

As demais regras em vigor constam nos artigos abaixo da Lei 8.213, que já estão atualizados pelas alterações promovidas pela Lei 13.135/2015.

Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, a contar da data:     

I - do óbito, quando requerida até trinta dias depois deste;
   
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior;
     
III - da decisão judicial, no caso de morte presumida.  
           
§ 1o Perde o direito à pensão por morte, após o trânsito em julgado, o condenado pela prática de crime de que tenha dolosamente resultado a morte do segurado. 

§ 2o Perde o direito à pensão por morte o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou a formalização desses com o fim exclusivo de constituir benefício previdenciário, apuradas em processo judicial no qual será assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Art. 75. O valor mensal da pensão por morte será de cem por cento do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento, observado o disposto no art. 33 desta lei.       

Art. 76. A concessão da pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro possível dependente, e qualquer inscrição ou habilitação posterior que importe em exclusão ou inclusão de dependente só produzirá efeito a contar da data da inscrição ou habilitação.

§ 1º O cônjuge ausente não exclui do direito à pensão por morte o companheiro ou a companheira, que somente fará jus ao benefício a partir da data de sua habilitação e mediante prova de dependência econômica.

§ 2º O cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato que recebia pensão de alimentos concorrerá em igualdade de condições com os dependentes referidos no inciso I do art. 16 desta Lei.

Art. 77. A pensão por morte, havendo mais de um pensionista, será rateada entre todos em parte iguais.  
   
§ 1º Reverterá em favor dos demais a parte daquele cujo direito à pensão cessar.   

§ 2o O direito à percepção de cada cota individual cessará: 
                                                                                   
I - pela morte do pensionista;      

II - para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão, de ambos os sexos, ao completar 21 (vinte e um) anos de idade, salvo se for inválido ou com deficiência;

III - para filho ou irmão inválido, pela cessação da invalidez;

IV -  pelo decurso do prazo de recebimento de pensão pelo cônjuge, companheiro ou companheira, nos termos do § 5º.       

V - para cônjuge ou companheiro:

a) se inválido ou com deficiência, pela cessação da invalidez ou pelo afastamento da deficiência, respeitados os períodos mínimos decorrentes da aplicação das alíneas “b” e “c”;

b) em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais ou se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 (dois) anos antes do óbito do segurado;

c) transcorridos os seguintes períodos, estabelecidos de acordo com a idade do beneficiário na data de óbito do segurado, se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união estável:

1) 3 (três) anos, com menos de 21 (vinte e um) anos de idade;

2) 6 (seis) anos, entre 21 (vinte e um) e 26 (vinte e seis) anos de idade;

3) 10 (dez) anos, entre 27 (vinte e sete) e 29 (vinte e nove) anos de idade;

4) 15 (quinze) anos, entre 30 (trinta) e 40 (quarenta) anos de idade;

5) 20 (vinte) anos, entre 41 (quarenta e um) e 43 (quarenta e três) anos de idade;

6) vitalícia, com 44 (quarenta e quatro) ou mais anos de idade.

§ 2o-A.  Serão aplicados, conforme o caso, a regra contida na alínea “a” ou os prazos previstos na alínea “c”, ambas do inciso V do § 2o, se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho, independentemente do recolhimento de 18 (dezoito) contribuições mensais ou da comprovação de 2 (dois) anos de casamento ou de união estável.

§ 2o-B.  Após o transcurso de pelo menos 3 (três) anos e desde que nesse período se verifique o incremento mínimo de um ano inteiro na média nacional única, para ambos os sexos, correspondente à expectativa de sobrevida da população brasileira ao nascer, poderão ser fixadas, em números inteiros, novas idades para os fins previstos na alínea “c” do inciso V do § 2o, em ato do Ministro de Estado da Previdência Social, limitado o acréscimo na comparação com as idades anteriores ao referido incremento.

§ 3º Com a extinção da parte do último pensionista a pensão extinguir-se-á.      


§ 5o O tempo de contribuição a Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) será considerado na contagem das 18 (dezoito) contribuições mensais de que tratam as alíneas “b” e “c” do inciso V do § 2o.

Art. 78. Por morte presumida do segurado, declarada pela autoridade judicial competente, depois de 6 (seis) meses de ausência, será concedida pensão provisória, na forma desta Subseção.

§ 1º Mediante prova do desaparecimento do segurado em consequência de acidente, desastre ou catástrofe, seus dependentes farão jus à pensão provisória independentemente da declaração e do prazo deste artigo.

§ 2º Verificado o reaparecimento do segurado, o pagamento da pensão cessará imediatamente, desobrigados os dependentes da reposição dos valores recebidos, salvo má-fé.

Art. 79. Não se aplica o disposto no art. 103 desta Lei ao pensionista menor, incapaz ou ausente, na forma da lei.

Fórum do Consultor. Pergunte sobre os benefícios do INSS

11 comentários:

jose Ronaldo Oliveira Farias disse...

eu queria fazer uma pergunta o que quer dizer beneficio habilitado?

Catarino Alves disse...

Jose
Na prática não quer dizer nada, somente que alguém entregou os documentos de um pedido de benefício e esse pedido foi registrado para ser analisado.

Diogo disse...

Gostaria de esclarecer um dúvida, para óbitos ocorridos entre 01.03.2015 a 17.06.2015 o valor do beneficio será com base em 50% ou 100%? as pensões que foram dado entrada antes da aprovação do dia 18 e está recebendo 50% do beneficio terá o valor revisto pelo inss?.

Grato.

Catarino Alves disse...

Diogo
Na verdade é 60%, a nova lei não é retroativa, no período citado vale a MP.

Carlos A. disse...

Prezado Catarino,

mesmo com a MP 664, as pensões obtidas em sua vigência podem, agora (com a aprovação da nova lei - 13.135/2015) ter seus valores revistos para que, a partir de então, comecem a receber o valor com a regra de 100% e não mais de acordo com a regra 50% + 10% por dependente (da MP), não podem? O fato de não ser retroativa, ela não mudará os valores das pensões recebidas durante o período de vigência da MP, mas os valores dos meses futuros podem ser revistos e pagos em 100% (nova lei)? Grato.

Catarino Alves disse...

Carlos
Não podem, a MP vale como lei no período em que estava em vigor.

Carlos A. disse...

Mas e o disposto no artigo 5o da nova lei?

Art. 5o Os atos praticados com base em dispositivos da Medida Provisória no 664, de 30 de dezembro de 2014, serão revistos e adaptados ao disposto nesta Lei.

Grato.

Claudio Cirqueira disse...

Boa noite,gostaria de tirar algumas duvidas,seguinte minha mae faleceu no dia 11_02_2015,trabalhou de carteira assinada nos anos de 1.987 ao ano de 1.989,totalizado 21 messes de contribuicao,tinha uma uniao estavel a mais de 30 anos com meu pai,gostaria de saber se ela encaixava na regra antiga e se meu pai tem o direito e pode esta dando entrada na pensao por morte dela.

Catarino Alves disse...

Claudio
SE ela não contribuía desde 1989 não há direito e nem há regra antiga.

Claudio Cirqueira disse...

Porem ela ja recebia uma pensao por morte do Ex marido dela.Intao no caso meu pai nao tera o direito de pedir a pensao por morte

Catarino Alves disse...

Claudio
Não entendi sua dúvida, sugiro que vá ao INSS para saber do que se trata.