Pensão por morte, novo direito para óbitos a partir de 01.03.2015.

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pensão por morte, medida provisório 664/2014

O Governo Federal, por meio da medida provisória 664/2014, promoveu diversas alterações na legislação previdenciária que alteram o direito à concessão do benefício de pensão por morte. As novas normas serão aplicadas somente para os novos pedidos e de acordo com a data do óbito. Quem já recebe o benefício não terá nenhum impacto devido a nova legislação.


A medida provisória 664/2014 alterou profundamente as regras que estabelecem o direito ao benefício de pensão por morte. As novas normas serão aplicadas em partes, levando em conta a data em que o óbito ocorreu, da seguinte maneira:
1 - para os óbitos ocorridos até 13.01.2015: seguem a regras antigas, mesmo que o pedido seja feito depois dessa data as regras aplicadas são as mesmas que valiam antes da emissão da medida provisória 664/2014;


2 - para os óbitos ocorridos a partir de 14.01.2015: mudam as regras para os dependentes cônjuge e companheira, ou companheiro, que passam a ter que provar que estavam casados, ou em união estável, a mais de dois anos antes da data do óbito e


3 - para os óbitos ocorridos a partir de 01.03.2015: mudam totalmente as regras e afetam todos os tipos de dependentes:


a - só haverá direito ao benefício se o segurado falecido contar com, no mínimo, 24 meses de contribuição, feitas antes do óbito, e tenha mantido a qualidade de segurado. Caso tenha perdido a qualidade de segurado terá que comprovar que recolheu, ao menos, 8 contribuições para recuperar a qualidade de segurado. A carência não será exigida caso o segurado tenha sofrido acidente de trabalho, por doença ou por acidente típico, ou esteja em gozo de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez;


b - a renda mensal paga aos dependentes será de 50% acrescido de 10% para cada dependente limitado a 100%, sendo que o valor base será igual ao valor que o segurado recebia a título de aposentadoria ou do valor que receberia caso fosse aposentado por invalidez. Caso entre os dependentes haja um filho órfão de pai e de mãe o valor será acrescido de mais 10%, sendo que o percentual final será rateado entre todos os dependentes. Se o valor final da renda do benefício ficar menor que o valor do salário-mínimo será pago o valor do salário-mínimo;


c -  a cessação da cota de um dependente reverterá em favor dos demais, porém a cota individual de 10% não reverterá, se restar um dependente o valor será mantido em 60%, caso o dependente sobrevivente for órfão de pai e mãe receberá 70% e

d - o tempo de duração do benefício para o dependente cônjuge e companheira, ou companheiro, irá depender do tempo calculado como expectativa de vida na data do óbito, veja a tabela atual da expectativa de vida neste link, da seguinte maneira:


EXPECTATIVA DE VIDA
DURAÇÃO DO BENEFÍCIO
maior que 55 anos
3 anos
maior que 50 e menor ou igual a 55 anos
6 anos
maior que 45 e menor ou igual a 50 anos
9 anos
maior que 40 e menor ou igual a 45 anos
12 anos
maior que 35 e menor ou igual a 40 anos
15 anos
menor ou igual a 35 anos
vitalícia


Obs.: a regra acima não será aplicada no caso do cônjuge e companheira, ou companheiro, que for considerado incapaz e insuscetível a reabilitação, comprovado por perícia média a cargo do INSS, desde que o início da incapacidade tenha ocorrido após a data inicial do casamento, ou da união estável, e antes da cessação do benefício por decurso de prazo.


Para os demais dependentes as regras, quanto a duração do benefício, não se alteram, ou seja:


1 - filhos recebem até os 21 anos de idade, ou antes se forem emancipados, casarem, constituírem empresa ou comércio, e forem empossados para exercício de serviço público;


2 - filhos ou irmãos inválidos, cuja invalidez tenha ocorrido antes de completarem 21 anos, ou antes das ocorrências acima descritas, recebem na forma vitalícia e


3 - pais recebem na forma vitalícia.


Para melhor entendimento publico abaixo o artigo 16 da Lei 8213/91 que trata dos dependentes:


Dos Dependentes: Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:


I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente;   


II - os pais;


III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente;  


§ 1º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das classes seguintes.


§ 2º .O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento.

§ 3º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 3º do art. 226 da Constituição Federal.


§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

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